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China quer muralha de estabilidade no Tibete

PEQUIM - O presidente da China, Hu Jintao, defendeu uma Grande Muralha de estabilidade no Tibete, 12 meses depois da onda de distúrbios contra o domínio chinês, e a poucos dias do cinquentenário da fuga do Dalai Lama para o exílio.

Reuters |

AP
Carro da polícia chinesa passa por monges tibetanos

Carro de polícia passa por monges tibetanos em Sichuan, na China

Forças de segurança rejeitam a possibilidade de novos protestos tibetanos, mas dizem estar em alerta. Hu, que na época de uma outra onda de distúrbios era secretário do Partido Comunista no Tibete, mostrou-se menos confiante.

"Garantam a segurança nacional e a estabilidade social do Tibete", disse ele a representantes do Tibete no Parlamento chinês, que realiza atualmente sua sessão anual em Pequim, segundo o site da Rádio China Internacional.

"Devemos construir uma sólida Grande Muralha contra o separatismo e para proteger a unidade da pátria, levando o Tibete da estabilidade básica para a ordem e tranquilidade duradouras."

Este é o alerta mais recente e de maior escalão contra eventuais manifestações de tibetanos a propósito do meio século da rebelião que levou o líder espiritual Dalai Lama a se refugiar no norte da Índia.


Há um ano, protestos liderados por monges contra o domínio chinês desencadearam graves distúrbios no dia 14 de março em Lhasa, a capital regional. Na ocasião, uma multidão tibetana queimou lojas de membros das etnias han (majoritária na China) e hui (muçulmana), matando 19 pessoas. Os distúrbios e a subsequente repressão se espalharam para outras áreas tibetanas.

Grupos no exterior que defendem a autonomia tibetana dizem que mais de 200 pessoas podem ter sido mortas pelas forças de segurança. O governo chinês rejeita o número e diz ter usado a força mínima.

Kang Jinzhong, comissário do Partido Comunista junto à Polícia Armada do Povo Chinês no Tibete, disse esperar que não haja distúrbios, mas informou que as tropas de choque estão em alerta, segundo a agência de notícias Xinhua.

"É minha compreensão de que agora a sociedade tibetana está extremamente estável", disse Kang em Pequim, onde participa da sessão parlamentar. "Como polícia armada, temos a capacidade de lidar com qualquer situação que surgir."

Fu Hongyu, comissário do Departamento de Controle de Fronteiras do Ministério de Segurança Pública, disse à Xinhua que há segurança extra para "proteger totalmente a estabilidade da região de fronteira do Tibete".

"Para cuidar da proteção à estabilidade no Tibete, mobilizamos tropas para fortalecer os controles junto à fronteira (internacional) do Tibete em pontos de entrada e em setores e estradas importantes."

Assista ao vídeo sobre os tibetanos exilados após o conflito:

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