China quer que EUA parem de enviar presos de Guantánamo a outros países

Pequim, 11 jun (EFE).- Pequim pediu hoje aos Estados Unidos que parem o envio de suspeitos terroristas a outros países e reivindicou a extradição à China de 17 supostos terroristas uigures detidos em Guantánamo, um dia depois de Washington decidir que estes seriam enviados à remota nação insulana de Palau.

EFE |

Segundo o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang, o Governo dos Estados Unidos deve "parar e extraditá-los à China em um breve prazo".

Qin disse que Pequim manteve uma oposição "clara e persistente" a qualquer tipo de acordo que não seja o envio à China dos 17 homens.

"A China se opõe a que qualquer país receba estes terroristas", acrescentou o porta-voz, lembrando que os 17 uigures pertencem ao Movimento Islâmico de Libertação do Turquestão Oriental, uma organização considerada terrorista por Pequim.

Este grupo reivindica a independência da região ocidental de Xinjiang, antes dominada por muçulmanos descendentes dos turcomanos e que conta com grandes reservas de recursos naturais.

O presidente de Palau, Johnson Toribiong, disse ontem que é um gesto humanitário para evitar que os reclusos sejam devolvidos à China após o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba.

"Queremos ajudá-los a que possam retomar suas vidas com a maior normalidade possível", argumentou Toribiong, em uma nota oficial.

Palau é uma pequena república insulana de apenas 20 mil habitantes situada 800 quilômetros ao leste das Filipinas, no Pacífico Sul, e que vive fundamentalmente do turismo, após conseguir em 1994 sua independência formal dos Estados Unidos.

Além disso, é um dos 23 países no mundo que ainda mantém contatos diplomáticos com Taiwan, o que impossibilita as relações bilaterais com a China, já que Pequim não reconhece a citada ilha como um Estado soberano. EFE gmp-mmp/an

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