China quer continuar contatos com o dalai lama

Pequim, 28 out (EFE).- O Governo chinês expressou hoje que quer continuar os contatos com o dalai lama, o líder espiritual tibetano, que se mostrou recentemente disposto a abandonar o diálogo diante da falta de resposta da China.

EFE |

A porta-voz de turno do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Jiang Yu, declarou hoje que a China "mantém uma atitude sincera e espera que, através dos contatos, o dalai lama compreenda melhor a situação" no Tibete.

Jiang incentivou que o líder tibetano no exílio "mostre sinceridade e faça algo bom pelo Tibete durante sua vida", e afirmou que a China "julgará não só pelo que disse, mas também pelo que fez".

A porta-voz chinesa também pediu ao dalai lama que respeite os compromissos adotados pelas duas partes na última rodada de negociações mantida em julho, quatro meses depois dos distúrbios em Lhasa, capital tibetana.

No sábado passado, o dalai lama afirmou que tinha perdido a esperança de que as autoridades chinesas mudassem sua postura com relação ao Tibete, o que foi interpretado pela imprensa como um indício de sua retirada (extremo que foi desmentido pelos porta-vozes do líder tibetano).

Com o tempo, o líder tibetano moderou seu discurso independentista e atualmente pede uma autonomia mais ampla para o Tibete, uma região que, segundo a China, está ligada ao país desde o século XIII, por acordos dinásticos.

O principal desacordo entre as duas partes está na extensão do território tibetano: para a China, se limitaria à atual região autônoma de cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados, enquanto, para o exílio tibetano, é uma área duas vezes maior, que compreende também a província de Qinghai, terra natal do próprio dalai lama.

EFE abc/an

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