China quer aumentar poder da Polícia por aumento nas revoltas

Pequim, 25 ago (EFE).- Uma nova lei, atualmente debatida no Congresso Nacional do Povo da China (Legislativo), pretende dar à Polícia armada permissão para interrogar suspeitos e intervir no transporte público em caso de emergência, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

EFE |

O projeto de lei, apresentado nesta segunda-feira, estabelece novas obrigações para este corpo especial de Polícia, composto por 680 mil homens, criado em 1982 e dependente das Forças Armadas.

A Polícia militar ocupou as ruas de Lhasa (Tibete) e Urumqi (Xinjiang) após as violentas revoltas de tibetanos e uigures ocorridas, respectivamente, em março de 2008 e julho de 2009.

Segundo a minuta, a Polícia militar deve participar da resposta a "revoltas, situações caóticas, crimes graves e ataques terroristas", considerados incidentes que "ameaçam a segurança nacional".

A norma procura regularizar os princípios de atuação da Polícia, e estabelece que a partir de sua aprovação só poderá ser mobilizada a pedido do Governo central, não dos locais como até agora.

A Polícia armada chinesa foi originalmente criada para proteger líderes políticos, prédios governamentais, redes principais de transportes e recursos naturais, mas sua função evoluiu até se transformar no principal corpo antidistúrbios do país.

A China tem cerca de 80 mil protestos a cada ano, muitos deles por conflitos de terras ou trabalhistas, e alguns terminam com incidentes violentos. EFE abc/rr

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