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China promete corte notável nas emissões de CO2

O presidente da China, Hu Jintao, afirmou nesta terça-feira na reunião das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Nova York que o país pretende reduzir as suas emissões de CO2 em uma margem notável até 2020. Hu não esclareceu qual será a meta, mas afirmou que, para isso, a China vai redobrar os investimentos em eficiência energética.

BBC Brasil |

Cerca de cem governantes participam do encontro, que busca desemperrar as negociações por um acordo global de combate às mudanças climáticas, substituto do Protocolo de Kyoto, previsto para o encontro de dezembro, em Copenhague.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que convocou a reunião em Nova York para facilitar um acordo, afirmou que um fracasso no encontro de dezembro seria "moralmente imperdoável".

"As suas decisões vão ter consequências graves", disse Ban nesta terça-feira. "O destino de gerações futuras e as esperanças e subsistência de bilhões de pessoas estão literalmente com vocês."
Já o presidente chinês disse que os cortes de emissões em seu país poderão ser mensurados a partir de parâmetros atrelados ao Produto Interno Bruto (PIB).

Ele também prometeu "desenvolver vigorosamente" energias renováveis e nuclear, além reafirmar a opinião da China de que os países desenvolvidos precisam ser mais ativos do que os em desenvolvimento no combate ao aquecimento global, porque historicamente são responsáveis pelo problema.

"Os países desenvolvidos devem cumprir a tarefa de redução de emissões prevista no Protocolo de Kyoto e continuar a adotar metas quantificadas de redução substantivas, além de apoiar o combate à mudança climática nos países em desenvolvimento", disse.

'Planeta mais limpo'
Pouco antes do pronunciamento de Hu Jintao, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o povo americano compreende a gravidade da ameaça climática e está determinado a agir, mas que ainda é preciso trabalhar muito.

"Se formos flexíveis e pragmáticos, se conseguirmos trabalhar incansavelmente em um esforço comum, então atingiremos o objetivo comum: um mundo mais seguro, limpo e saudável do que o que herdamos. E um futuro que faça jus aos nossos filhos", disse o líder americano.

A China obtém 70% da energia que usa com a queima de carvão em usinas termelétricas e, embora tenha avançado tanto em eficiência energética como no desenvolvimento de fontes de energia mais limpas, o país é hoje, em números absolutos, o maior poluidor do mundo.

Os Estados Unidos, no entanto, continuam como os maiores poluidores per capita do planeta.

Cada um dos dois países responde por cerca de 20% das emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, gás natural e petróleo, enquanto a União Europeia produz 14% do total, seguida por China e Rússia, cada qual com 5%.

Por isso, demonstrações de vontade política tanto da China como dos Estados Unidos são consideradas fundamentais para o avanço das negociações rumo a um pacto global sobre o clima.

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