China proíbe tibetanos de divulgar rumores incitando a subversão

Pequim, 24 abr (EFE).- O Partido Comunista da China (PCCh) fez hoje um pedido a seus quadros políticos para que controlem qualquer tipo de rumor que incite protestos no Tibete, fechado para o exterior desde a revolta de março.

EFE |

O Comitê de Disciplina do PCCh, que governa o país desde 1949, pediu em comunicado que seus membros "eduquem corretamente as massas para que não inventem nem transmitam rumores" em uma campanha que qualifica de "anti-separatista".

Segundo o PCCh, os membros do partido terão também que "deixar claro às massas as graves conseqüências de divulgar rumores que alterem a ordem social e atentem contra a segurança do Estado".

"Desde o incidente de 14 de março, os poderes inimigos estão criando rumores incitando o povo para conseguir seu objetivo", afirma o partido em nota oficial que pede a seus filiados que supervisionem e denunciem os criadores destes rumores.

Em março o Tibete registrou sua revolta mais dramática das últimas duas décadas na qual, segundo Pequim, 20 civis foram mortos devido a protestos de tibetanos independentistas instigados pelo dalai lama, líder espiritual e político no exílio.

Por outro lado, grupos de ativistas tibetanos no exílio afirmam que foram mais de cem as vítimas mortais no conflito, mas como conseqüência da repressão militar chinesa.

Desde o início dos protestos tibetanos, Pequim mantém a região fechada para imprensa e observadores estrangeiros.

O fato gerou críticas dos defensores do Tibete e dos direitos humanos no exterior, que aproveitaram a passagem da chama olímpica por vários países para protestar e pedir o boicote aos Jogos Olímpicos de 2008.

O subsecretário de Estado americano, John Negroponte, pediu ontem à China que abra um diálogo com o dalai lama. EFE mz/rr/fal

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