China proíbe páginas web pessoais após fechar mais de 500 espaços P2P

Pequim, 15 dez (EFE).- As autoridades chinesas reforçaram sua habitual censura na Internet com o fechamento das páginas web registradas como espaços pessoais, um dia depois de cancelar 530 páginas de compartilhamento P2P, com a desculpa de frear a pornografia na rede.

EFE |

A nova regulamentação foi anunciada pelo Centro de Informação para a Internet da China, que supervisiona os registros web no país asiático, e explicou que a medida, que entrou ontem em vigor, é resultado da preocupação do regime chinês com a divulgação de arquivos pornográficos nas páginas pessoais.

Os provedores da internet têm proibido, sob essa nova normativa, hospedar páginas pessoais, e só os negócios com formas em vigor ou organizações autorizadas pelo Governo chinês poderão conseguir essa autorização.

A normativa se aplica aos novos pedidos de registros pessoais, mas os já existentes também correm perigo.

Segundo informa hoje o diário "South China Morning Post", muitas páginas pessoais foram canceladas nas províncias de Jiangsu, Henan, Zhejiang, Jiangxi e Xangai.

A China realizou várias campanhas contra a pornografia na Internet nos últimos anos, embora o resultado tenha sido mais efetivo contra páginas que hospedam conteúdos dissidentes e contrários ao regime do Partido Comunista da China (PCCh).

A pornografia continua sendo habitual e de fácil acesso na rede no país asiático.

Apesar deste estrito controle, a comunidade de internautas chineses é a maior do mundo, com mais de 300 milhões de pessoas. EFE mz/fm

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