China proíbe jogos em rede que simulem a máfia

Pequim, 28 jul (EFE).- O Governo chinês proibiu os jogos pela internet que simulem e recriem organizações mafiosas, informou hoje a agência oficial Xinhua.

EFE |

O Ministério da Cultura chinês disse que este tipo de jogo viola as regulações nacionais, porque "promove a obscenidade, as apostas e a violência" e "prejudica a moralidade e a cultura tradicional chinesa".

Através da internet, disseminaram-se os jogos em rede em que vários internautas formam grupos nos quais, no mundo virtual, têm que executar ordens como extorquir, bater ou até assassinar para conseguir pontos e avançar em uma organização imaginária.

"Estes jogos incentivam a defraudar, saquear e matar, e glorificam a vida dos gângsteres. Têm má influência sobre a juventude", segundo a nota do ministério chinês.

Sites muito populares na China, como as redes sociais Kaixin e Xiaonei, receberam advertências das autoridades chinesas, que ameaçam impor "castigos severos" se não retirarem este tipo de entretenimento de suas páginas.

Esta iniciativa se junta à cruzada oficial chinesa para controlar internet, que já fechou milhares de páginas por conter pornografia e que também fez vítimas ilustres, como o Facebook, o Twitter e o YouTube.

A China tem a maior população internauta do mundo, com cerca de 350 milhões de usuários, mas também é um dos países que mais censuram a rede, segundo denunciam sistematicamente as organizações de direitos humanos. EFE gmp/an

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