China prepara esquema de segurança para vestibular

Governo quer evitar tentativas de "cola" durante as provas

EFE |

Pequim - Quase 10 milhões de estudantes chineses se preparam para participar, na próxima semana, de exames de acesso às universidades chinesas, provas cujos autores foram "isolados do mundo exterior" para que ninguém revele as questões, e que são protegidas pela Lei de Segredos de Estado.

As provas, para as quais os estudantes se preparam desde crianças, estão protegidas por sistemas de segurança eletrônicos, e se qualquer responsável pelos exames as revelar e for descoberto, pode sofrer as mesmas penas de prisão que alguém que revelasse, por exemplo, detalhes sobre a força de Defesa da China.

Cerca de 9,6 milhões de estudantes de ensino secundário prestarão o 'vestibular' chinês, que acontece nos dias 7 e 8 de junho. O número é um pouco menor que o de 2009, segundo a agência oficial de notícias "Xinhua". No total, 68% dos candidatos entrarão nas universidades, contra 61% do ano passado. Apesar das fortes medidas de segurança em torno dos exames, ainda há o risco de alguns alunos utilizarem emissores de rádio, telefones celulares ou outros aparelhos para colar durante a prova. A cada ano são centenas os casos deste tipo registrados no país.

O subdiretor do centro de exames de seletividade do Ministério da Educação, Liu Junyi, advertiu que a capacidade tecnológica dos avaliadores também está aumentando, e muitas salas já contam com sistemas de monitoração para interceptar estes aparelhos ou bloquear sinais do exterior. As medidas de Educação para enfrentar as colas mostram a extrema importância do exame para os chineses, já que o sucesso nas provas é fundamental para determinar o futuro dos estudantes.

Os universitários do país, principalmente os que entram nos centros superiores de mais prestígio em Pequim ou Xangai, serão a elite política e econômica do futuro ou, na pior das hipóteses, terão os trabalhos melhor remunerados. No entanto, nos últimos anos a crescente concorrência no mercado de trabalho chinês faz com que as universidades já não sejam garantia de êxito profissional. Entretanto, isso não diminui a ansiedade dos estudantes - e a pressão de seus pais - para entrar nesses centros educativos.

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