China prende quase 100 monges tibetanos após protesto

PEQUIM (Reuters) - A polícia chinesa prendeu quase 100 monges após centenas de pessoas protestarem e atacarem uma delegacia na região tibetana da província ocidental de Qinghai, informou a imprensa estatal neste domingo. O incidente ocorre um ano após os protestos na capital tibetana de Lhasa, com vítimas fatais e após dias de manifestações pacíficas contra a dominação chinesa.

Reuters |

A agência oficial Xinhua informou que as pessoas estão sendo "enganadas por rumores" sobre o desaparecimento de um homem, Zhaxi Sangwu, que havia sido preso sob suspeita de participar de atividades para a independência do Tibete.

No sábado, uma multidão "atacou um policial e um membro do governo, alguns funcionários do governo foram levemente feridos", segundo a Xinhua.

A reportagem em inglês disse que seis pessoas haviam sido formalmente presas e outras 89 tinham "se rendido", a maioria monges do Monastério Ragya.

Uma fonte oficial local afirmou que a procura por monges envolvidos no ataque continua.

A reportagem também disse que Zhaxi Sangwu havia "conseguido fugir da estação de polícia no sábado sob a desculpa de ir ao banheiro". Ele teria aparentemente atravessado um rio a nado para escapar e ainda está desaparecido.

A última marcha de protesto por monges budistas levou à morte de 19 pessoas e gerou ondas de protesto em áreas tibetanas. Grupos de tibetanos exilados disseram que mais de 200 pessoas morreram na ofensiva.

Protestos isolados nas últimas semanas, incluindo um monge que se imolou no monastério de Kirti, em Sichuan, e uma bomba colocada em um escritório do governo, que não deixou feridos, mostram o crescente descontentamento.

No início deste mês, o Dalai Lama lamentou que o Tibete tenha se tornado "o inferno na terra" devido à repressão chinesa. Ele afirmou que o apoio ao Tibete na China cresce continuamente.

(Por Ben Blanchard)

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