China prende dissidente por críticas ao Partido Comunista

Por Chris Buckley PEQUIM (Reuters) - Um dissidente chinês budista que costuma falar sobre o Tibet e outros assuntos delicados foi condenado na quinta-feira a três anos e meio de prisão, o que deve tornar-se um novo foco de protestos até a Olimpíada.

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Hu Jia, de 34 anos, foi condenado por 'incitar à subversão do poder do Estado', por ter feito críticas ao Partido Comunista. Estados Unidos, Grã-Bretanha e ONU se apressaram em condenar o veredicto.

'Não há dúvida de que é uma decisão profundamente perturbadora para nós, e estamos comunicando isso às autoridades chinesas', disse a secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, em entrevista coletiva em Bucareste, onde participa da cúpula da Otan.

A agência estatal de notícias chinesa Xinhua disse que Hu fez 'uma confissão de crime e aceitação da punição' e por isso recebeu uma pena relativamente leve. Advogados de Hu disseram que ele admitiu 'excessos'.

'No final, acho que ele chegou a aceitar que parte das suas declarações foi contrária à lei tal qual ela é', disse seu advogado Li Jinsong. Hu tem dez dias para recorrer, mas Li disse que dificilmente o fará.

Outro advogado dele, Li Fangping, havia dito antes da audiência que esperava uma pena longa -- a lei estabelece pelo menos cinco anos. Mas de qualquer forma considerou o resultado injusto.

'É posição da defesa que os cidadãos têm o direito à liberdade de expressão', afirmou ele a jornalistas fora do tribunal. 'A lei sobre a incitação à subversão do poder do Estado não tem um limite claro, mas a Constituição garante aos cidadãos a liberdade de expressão.'

(Reportagem adicional de John Ruwitch, em Hong Kong, Matt Spetalnick, em Bucareste, e Adrian Croft, em Londres)

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