China poderá mobilizar toda a população ativa em caso de ameaça

Pequim, 23 dez (EFE).- Uma nova lei que esta semana a Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo chinês) debate permitirá ao Governo ou ao Exército do país mais povoado do mundo mobilizar toda sua população ativa para trabalhos de defesa, apoio em combate, resgate e segurança, informou hoje a agência oficial Xinhua.

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Se for aprovada, a lei afetaria todos os homens de entre 18 e 60 anos e todas as mulheres de entre 18 e 55 (cerca de 800 milhões de pessoas no total), com algumas exceções tais como os trabalhadores em escolas, creches, orfanatos e organizações de bem-estar social, assim como os funcionários das Nações Unidas.

O projeto de lei foi apresentado na sessão do Comitê Permanente da ANP, que esta semana realiza sua sessão bimestral, para seu debate e possível aprovação.

Segundo a minuta, a mobilização seria ditada pelo Conselho de Estado (Executivo) ou pela Comissão Militar Central (cúpula do Exército) "quando a soberania do país, sua união, integridade territorial ou segurança nacional estejam diretamente ameaçadas".

Alguns legisladores citados pela "Xinhua" pediram que na lei se estabeleça uma "especial precaução" na hora de declarar a mobilização nacional, visto que esta poderia limitar os direitos e a liberdade dos cidadãos.

A China tem o maior Exército do mundo em número de soldados, formado por mais de dois milhões de pessoas. EFE abc/ma

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