China pede que França não prejudique relações com visita do dalai lama

Pequim, 13 ago (EFE).- A China pediu hoje à França que não coloque a perder a recente melhora conseguida com suor nas relações bilaterais, em meio à visita realizada ao país europeu pelo líder espiritual tibetano, o dalai lama, em meio à realização dos Jogos Olímpicos de Pequim.

EFE |

"A China espera que a França faça esforços conjuntos com a parte chinesa para eliminar os distúrbios, reforçar de forma contínua a confiança mútua e salvaguardar a melhora conseguida com suor dos laços bilaterais", disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores Qin Gang, citado pela agência oficial "Xinhua".

O porta-voz disse confiar em que Paris "tratará adequadamente" os assuntos relacionados ao Tibete, e acrescentou que a política de Pequim sobre o assunto é "clara e coerente, e não mudou".

O líder espiritual tibetano afirmou hoje durante sua visita à França que a comunidade internacional tem "a responsabilidade de dirigir à China pelo caminho da democracia", sem isolá-la, e que China "está desejosa de incorporar-se à comunidade mundial".

Ressaltou que, se o presidente francês, Nicolas Sarkozy, quiser recebê-lo, "ficaria muito feliz", mas fontes oficiais disseram que o dalai lama não pediu esse encontro, mas confirmaram que o chefe de Estado o receberá em 10 de dezembro, em Paris.

As relações entre China e França foram complicadas em abril, quando a tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim passou por Paris em meio aos protestos de ativistas pró-direitos humanos e a favor da independência do Tibete.

Sarkozy ameaçou naquela época não assistir à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em protesto contra a repressão da China no Tibete, após os violentos incidentes ocorridos em Lhasa, em março, mas, por fim, compareceu ao evento olímpico. EFE cg/an

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