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China pede que EUA parem com ataques em nome da liberdade de internet

PEQUIM - O governo chinês pediu nesta sexta-feira que os Estados Unidos parem com seus ataques em nome da chamada liberdade de internet após o duro discurso pronunciado ontem pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, depois que o Google acusou a China de cometer um ataque virtual.

EFE |

Em comunicado publicado no site do Ministério de Assuntos Exteriores da China, o porta-voz Ma Zhaoxu pede que Washington "respeite os fatos".

"Os EUA criticaram as políticas de administração de internet da China e insinuaram que a China restringe a liberdade de internet. Isto contradiz os fatos e é danoso para as relações entre China e EUA", acrescentou Ma.

No entanto, o porta-voz chinês defendeu que as duas partes "manejem apropriadamente as desavenças e os assuntos delicados, protegendo o desenvolvimento saudável e firme" dos laços bilaterais.

Depois do ataque contra o Google e a ameaça da empresa de abandonar suas atividades na China, Hillary colocou a defesa da liberdade na internet como uma prioridade para a diplomacia americana.

Hillary deixou claro que os EUA destinarão "os recursos diplomáticos, econômicos e tecnológicos necessários para expandir estas liberdades".

A chefe da diplomacia americana afirmou que houve em 2009 "um crescimento nas ameaças ao livre fluxo de informação", apontando China, Tunísia, Egito, Vietnã e Uzbequistão, entre outros países, como locais onde este problema ocorre.

"Aqueles que interrompem o livre fluxo de informação em nossa sociedade ou em qualquer outra representam uma ameaça para nossa economia, nosso governo e nossa sociedade civil", alertou a secretária de Estado.

Na semana passada, o Google ameaçou fechar sua versão chinesa após descobrir que várias contas de e-mail de jornalistas, empresas e dissidentes políticos chineses tinham sido pirateadas.

A companhia decidiu rever sua estratégia na China, onde está presente há quatro anos em versão local, ao entender que os objetivos que a levaram ao país não estão sendo atingidos.

O governo americano apoiou o Google pedindo explicações e fazendo uma queixa formal à China pelo ataque virtual, que, segundo Hillary, "gera sérias preocupações".

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