China pede que EUA e Coreia do Norte solucionem libertação de jornalistas

Pequim, 9 jun (EFE).- O Governo chinês pediu hoje a Washington e a Pyongyang que busquem uma solução apropriada para libertar as duas jornalistas americanas condenadas na segunda-feira a 12 anos de trabalhos forçados pelo regime norte-coreano.

EFE |

"Esperamos que os Estados Unidos e a Coreia do Norte possam solucionar este problema de forma adequada", respondeu hoje Qin Gang, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, país que apoia politicamente e envia provisões ao regime norte-coreano.

Qin não quis especificar se, aproveitando a suposta influência da China sobre a Coreia do Norte, intermediará na libertação.

As jornalistas Laura Ling e Euna Lee foram ontem declaradas culpadas de entrar ilegalmente na Coreia do Norte, o que é considerado um "grave crime" pelo regime norte-corano.

A condenação das duas repórteres, que trabalham para a "Current TV", de Al Gore, ocorre duas semanas depois de Pyongyang realizar seu segundo teste nuclear, em 25 de maio, o que pode gerar novas sanções das Nações Unidas ao país, após as impostas depois do primeiro teste, em 2006.

Hoje mesmo, o regime norte-coreano anunciou que seu "arsenal dissuasório será um potente veículo para atacar sem piedade aqueles que tentarem infringir" sua soberania, mas não vinculou a condenação das jornalistas a seu programa nuclear.

O Departamento de Estado americano anunciou que pedirá a libertação das duas profissionais, que afirma serem inocentes, enquanto considera voltar a incluir a Coreia do Norte em sua lista de países patrocinadores do terrorismo, após a retirada em virtude dos acordos de desnuclearização estagnados desde dezembro.

China, Coreia do Norte e EUA participam desde 2003, junto com Coreia do Sul, Rússia e Japão, das negociações para desmantelar o programa nuclear norte-coreano. EFE mz/an

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