China pede que comunidade internacional respeite soberania judicial birmanesa

Pequim, 12 ago (EFE).- A China pediu hoje à comunidade internacional para que respeite a soberania judicial de Mianmar, após o veredicto de culpa contra a líder do movimento democrático no país e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

EFE |

"A comunidade internacional tem que respeitar completamente a soberania judicial de Mianmar", explicou por meio de um fax o Ministério de Assuntos Exteriores da China.

A Nobel da Paz e líder da Liga Nacional pela Democracia (LND) foi condenada nesta terça-feira a mais 18 meses de prisão domiciliar por violar seu regime de detenção, em uma nova pena que a impedirá de participar das eleições legislativas que o regime militar birmanês planeja realizar em 2010.

"A China deseja que todas as partes de Mianmar cheguem a um acordo por meio da negociação e que alcancem a estabilidade, a democratização e o desenvolvimento", exortou o Ministério chinês.

Segundo Pequim, "isto não só afeta os interesses de Mianmar, mas os de toda a região".

Já a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) chamou hoje de "decepcionante" a decisão judicial sobre Suu Kyi e pediu sua libertação.

Em comunicado, a organização regional, da qual Mianmar faz parte desde 1997, afirmou que "apenas a libertação de todos os presos políticos e o dialogo entre os birmaneses pode contribuir para a reconciliação do país". EFE mmp/bba

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