Cancún (México), 3 jul (EFE).- O Governo chinês pediu hoje que os países menos industrializados tenham uma maior presença nos comitês de emergências e de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para dar uma melhor resposta a possíveis epidemias ou pandemias, como a recente da gripe suína.

"Não falo só da China, especialistas de Brasil, Índia, México, de países com muita população, mais capacidade científica e de pesquisa acho que deveriam ter uma voz" na OMS, disse à Agência Efe o ministro chinês de Saúde, Chen Zhu, que participa da reunião de alto nível sobre a gripe suína, que começou ontem no México.

O alto representante chinês tinha pedido antes, em uma sessão plenária, "que melhore o processo de tomada de decisões com mais países não desenvolvidos no Comitê de Emergência" da OMS.

Em discurso para tratar o tema das Regulações Internacionais em Saúde, Zhu propôs à OMS "apoiar programas de capacitação em questões como vigilância, preparação e resposta" em diferentes países, "especialmente nos menos desenvolvidos".

Para o ministro "há um contraste" entre os riscos de qualquer pandemia para um país pouco desenvolvido, mas com muita população, e para os mais industrializados, que contam com mais recursos técnicos e científicos que os demais para enfrentar situações sanitárias críticas.

Nos últimos anos, disse o ministro, as capacidades técnicas de alguns países como o seu "aumentaram", algo que deveria ter como contrapartida uma "maior representatividade" na OMS.

"Nós não temos nenhum especialista lá, apesar de ter um quinto da população mundial", acrescentou.

Participam da reunião sobre a gripe suína, em Cancún, 43 países, dos quais 15, além da Comissão Europeia, enviaram seus ministros.

EFE act/ma

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