China pede implantação da resolução da ONU no conflito em Gaza

Pequim, 13 jan (EFE).- O Governo chinês expressou hoje sua preocupação com a falta de implantação no conflito na Faixa de Gaza da resolução do Conselho de Segurança da ONU que pede o cessar-fogo, afirmou hoje a porta-voz da Chancelaria chinesa.

EFE |

"A resolução representa o desejo comum da comunidade internacional na atual situação em Gaza, e deveria ser respeitada e implementada", disse Jiang Yu, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, em entrevista coletiva.

Apesar da resolução adotada pelo Conselho de Segurança, do qual a China é um dos cinco membros permanentes com direito a veto, as forças israelenses continuaram hoje suas operações em Gaza, assim como o movimento islâmico Hamas, em um conflito no qual mais de 900 palestinos morreram.

Após dias de debate, e graças à abstenção dos Estados Unidos, os 15 membros do Conselho adotaram a resolução na quinta-feira passada, que pede a imediata trégua em Gaza e a retirada do Exército israelense.

"Israel e as partes envolvidas deveriam implementar de forma substancial a resolução e aplicar o cessar-fogo imediatamente.

Israel deve retirar suas forças militares da Faixa de Gaza e combater a crise humanitária no local o mais rápido possível", disse a porta-voz chinesa.

O ministro de Assuntos Exteriores chinês, Yang Jiechi, manteve uma conversa por telefone com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e com outros colegas, como a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice; o chanceler egípcio, Ahmed Aboul Gheit; e o ministro de Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki.

O enviado especial chinês para o Oriente Médio, Sun Bigan, se reuniu no Egito com Gheit, com o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, e deve ir a Israel e aos territórios palestinos.

"Esperemos que os dois lados ouçam e respondam" à resolução, disse a porta-voz. EFE mz/an

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