China pede flexibilidade com o Irã e rejeita sanções

PEQUIM (Reuters) - A China pediu na terça-feira a outras potências mundiais que ajam com mais flexibilidade com relação ao programa nuclear do Irã, minimizando a perspectiva de novas sanções ao país, como querem alguns governos ocidentais. Representantes de EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China se reuniram no fim de semana em Nova York para discutir o assunto. O delegado chinês reiterou a posição de Pequim de que ao menos por enquanto não apoia novas sanções a Teerã. A Rússia também reluta, mas aparentemente em menor grau.

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Ma Zhaoxu, porta-voz da chancelaria chinesa, reforçou essa posição na terça-feira, evitando até mesmo usar a palavra "sanções" para responder a jornalistas sobre a reunião. "Nossa proposta consistente tem sido a de resolver a questão nuclear do Irã apropriadamente, por meio do diálogo e da consulta", afirmou. "Esperamos que todos os lados reforcem o diálogo e a cooperação, e mostrem uma abordagem mais flexível e pragmática."

Alguns diplomatas ocidentais dizem que a reunião de Nova York mostrou um compromisso comum com uma "pista dupla", composta de diálogo e sanções.

Mas as declarações de Ma ilustram a relutância chinesa em cogitar novas sanções ao Irã, terceira maior fonte de petróleo estrangeiro para a China nos primeiros 11 meses de 2009, atrás da Arábia Saudita e de Angola.

A China mantém também uma grande relação com o Irã em termos de investimentos e comércio de outros produtos. Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Pequim poderia vetar resoluções que censurem o Irã ou ampliem as sanções.

Potências ocidentais temem que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que Teerã nega.

"A tarefa urgente agora é que todos os lados prestem atenção ao quadro mais amplo e aumentem os esforços diplomáticos", disse Ma.

(Reportagem de Chris Buckley)

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