China pede cautela na checagem de navios norte-coreanos

PEQUIM (Reuters) - Os países que estão monitorando embarcações norte-coreanas devem reunir provas abundantes e ter motivos apropriados antes de tentar checar sua carga, afirmou a China nesta terça-feira, negando ter conhecimento direto de que algum navio da Coreia do Norte tenha passado perto de sua região costeira. A China deu apoio à resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenou o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte em 25 de maio e pediu que os países cumpram a proibição de comércio de armas com os norte-coreanos. Mas o governo chinês também alertou contra a abordagem de navios norte-coreanos e o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China enfatizou a necessidade dessa cautela.

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"Esta é uma questão complexa e delicada", disse Qin em uma coletiva de imprensa, quando lhe perguntaram sobre o cumprimento da resolução.

"A China vai observar estritamente a relevante resolução do Conselho de Segurança. Acreditamos que inspeções de navios devem ser feitas de acordo com legislação doméstica e internacional relevante e 'deve-se ter provas abundantes e motivos apropriados' para isso.

Estes últimos comentários demonstraram a divisão entre a China e outras potências que buscam uma atitude mais firme em relação a navios norte-coreanos que eles suspeitam possam estar transportando mercadoria ilícita.

A Marinha dos Estados Unidos tem monitorado uma embarcação norte-coreana que, segundo notícias divulgadas na Coreia do Sul, pode estar se dirigindo a Myanmar, possivelmente carregando partes de mísseis.

Autoridades norte-americanas não quiseram fazer comentários sobre a possível carga do navio Kang Nam. O almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas dos EUA, enfatizou que a resolução da ONU permitiria à Marinha revistar um navio somente com o consentimento do país.

Qin negou qualquer conhecimento oficial do Kang Nam, que teria passado pelos mares da China, segundo notícias da imprensa.

A resolução da ONU pede, mas não ordena, que nações-membro inspecionem a carga transportada de e para a Coreia do Norte se houver dados que indiquem que contém materiais proibidos.

A China, antigo aliado da Coreia do Norte, a quem ainda dá ajuda econômica, teme que a pressão sobre o país possa provocar mais tensão e desestabilizar o governo recluso de Kim Jong-il, que parece estar doente e teria escolhido um de seus filhos como herdeiro.

(Reportagem de Chris Buckley)

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