China pede aos EUA ações firmes para retomar relações estáveis

Pequim, 7 mar (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da China, Yang Jiechi, disse hoje que os Estados Unidos devem levar a sério a posição da China e dar passos críveis para trabalhar conjuntamente no reatamento de relações estáveis entre os dois países.

EFE |

"Entre o final de 2009 e o início de 2010, houve uma deterioração das relações entre Washington e Pequim por causa da venda de armas dos EUA para Taiwan e pela reunião do presidente Barack Obama com o Dalai Lama", afirmou Yang, em uma coletiva de imprensa na sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo chinês).

Yang afirmou que China se "opõe seriamente a essas ações" e sentenciou que "a responsabilidade pelas dificuldades atuais nas relações entre bilaterais não recai na China".

China e EUA passaram momentos de grandes tensões após o anúncio do plano de Washington de vender um pacote de armas a Taiwan, avaliado em US$ 6,4 bilhões, e o recente encontro entre Obama e o Dalai Lama, líder espiritual tibetano.

Depois desse anúncio por parte dos EUA, a China decidiu suspender as relações militares com Washington. Pouco depois da reunião de Obama com o Dalai Lama, a potência asiática pediu "ações concretas" que reparem o "nocivo impacto" nas relações bilaterais.

"Pedimos aos EUA que trabalhem conjuntamente (para retomar umas relações estáveis). A China sempre deu grande importância às relações com os EUA", voltou a reiterar hoje o ministro de Assuntos Exteriores.

Yang ressaltou que Pequim discutiu amplamente com os dois enviados americanos o estado das relações bilaterais e outros assuntos.

O secretário adjunto de Estado dos EUA, James Steinberg, e o diretor para a Ásia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Jeffrey Bared, chegaram na terça-feira passada em Pequim com o objetivo de amenizar as tensões surgidas entre os dois países.

O Governo chinês disse aos diplomatas que as relações entre as duas potências melhorariam se Washington reconsiderasse as recentes decisões sobre Taiwan e Tibete.

Além disso, a polêmica sobre censura ao Google na China, os direitos humanos e a valorização do iuane são outros dos assuntos delicados que dificultam as relações bilaterais. EFE mmp/sa

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