China pede a Obama que retome relações militares

PEQUIM (Reuters) - A China gostaria de ter relações militares mais fortes com os Estados Unidos, depois que Barack Obama assumir a Presidência, afirmou um porta-voz chinês na terça-feira, dizendo que está a cargo do Pentágono suspender os obstáculos às trocas. A China suspendeu suas relações militares com Washington em outubro, em protesto aos 6,5 bilhões de armamentos vendidos para Taiwan, a ilha autônoma que a China considera uma província rebelde. As trocas militares também foram atrapalhadas devido aos desentendimentos em relação a acesso e segurança.

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Mas Hu Changming, porta-voz do ministério da Defesa chinês, disse que o governo de Obama pode abrir caminho para a expansão dos contatos entre o país que tem o maior Exército do mundo e suas forças de modernização.

"Neste novo período, esperamos que a China e os Estados Unidos lutem juntos para criar condições favoráveis para promover melhorar constantes e para desenvolver ligações entre nossos Exércitos", disse Hu em uma coletiva de imprensa para lançar a nova lei de Defesa da China.

"Com as relações entre os dois Exércitos tendo dificuldades, pedimos ao Departamento de Defesa norte-americano que remova os obstáculos a estas relações e tome atitudes efetivas para criar condições de uma melhora saudável destas relações".

Hu não mencionou a venda de armamentos para Taiwan.

A China reclama a soberania sobre a ilha desde o fim da guerra civil, em 1949, e promete voltar a comandar a ilha, se necessário com o uso da força.

Os Estados Unidos trocaram o reconhecimento diplomático de Taiwan para a China, em 1979, reconhecendo apenas "uma China", mas, pela lei de Relações com Taiwan, é obrigado a ajudar a ilha a se defender.

O almirante da marinha norte-americana Timothy Keating, que comanda as forças na Ásia e no Pacífico, disse no mês passado que espera que os dois lados retomem as relações militares.

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