Pequim, 20 jan (EFE).- O Ministério de Defesa chinês pediu hoje ao Governo Barack Obama que melhore as alianças militares entre ambas as potências, suspensas desde outubro em protesto contra a venda de armas americanas a Taiwan.

"Esperamos que China e Estados Unidos se esforcem para criar as condições favoráveis de modo a promover a melhora constante e o desenvolvimento dos vínculos entre ambos os exércitos", assinalou hoje o porta-voz do Ministério da Defesa, Hu Changming, em coletiva de imprensa horas antes de Obama tomar posse.

Pequim suspendeu em outubro suas nem sempre fáceis trocas militares com Washington, em protesto contra a venda de armamento à ilha de Taiwan, considerada pela China como parte de seu território.

Os EUA estabeleceram vínculos diplomáticos com a China há 30 anos. Por essa razão, teve que abrir mão dos laços com Taiwan, mas manteve um acordo de apoio militar caso a ilha seja atacada, possibilidade cogitada por Pequim caso esse território declare independência.

Segundo informa a imprensa chinesa, o bom clima entre Pequim e Taiwan teria favorecido que Pequim reduzisse as ogivas nucleares que mantém apontada para ilha.

O porta-voz evitou mencionar a venda de armas de Washington a Taiwan, mas um relatório divulgado pelo Ministério da Defesa assinala que "as tentativas das forças separatistas que buscam a independência de Taiwan foram frustradas e que a situação no estreito tomou aparência significativamente positiva".

O documento, de 95 páginas, insiste que o programa militar chinês, criticado por EUA e Japão, é puramente defensivo, mas alerta sobre perigos como o controle exterior e os movimentos separatistas nacionais. EFE mz/rr

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