boa colheita em 2008 apesar dos desafios, diz ministro - Mundo - iG" /

China obteve boa colheita em 2008 apesar dos desafios, diz ministro

Pequim, 7 mar (EFE).- A China obteve uma boa colheita de sucessos em 2008 apesar dos enormes desafios, como o terremoto em Sichuan, os fatores perturbadores de antes dos Jogos Olímpicos e a crise financeira global, disse hoje o ministro de Assuntos Exteriores chinês, Yang Jiechi, na sessão anual da Assembleia Nacional Popular.

EFE |

"A influência da China no mundo aumentou e 180 chefes de Estado, Governos e altos dirigentes nos visitaram", disse hoje o ministro, em sua entrevista coletiva anual durante a sessão da Assembleia.

Segundo Yang, a situação em 2009, com a "crise financeira internacional que ainda não chegou ao fundo do poço", é a mais complexa desde o fim da Guerra Fria e oferece um ambiente mais difícil para a China, "mas o ano começou bem em intercâmbios internacionais".

A "viagem de amizade e cooperação" do presidente chinês, Hu Jintao, a países africanos e a "viagem de confiança" do primeiro-ministro, Wen Jiabao, à Europa no início de 2009 impulsionaram as relações, afirmou.

Ao repassar os vínculos com os países vizinhos do Leste da Ásia, Yang destacou que as seis partes envolvidas nas conversas sobre a crise nuclear na Coreia do Norte devem se esforçar para que o processo avance.

O processo, auspiciado pela China, e do qual também participam Estados Unidos, Japão, Rússia e as duas Coreias, está estagnado desde novembro de 2008, devido às divergências com Pyongyang sobre a verificação de seu estoque nuclear.

Yang disse hoje também que a China acompanha com interesse o desenvolvimento da situação, desde que a Coreia do Norte anunciou o lançamento de um satélite de comunicações.

"A manutenção da paz e da estabilidade na península coreana é boa para os interesses de todos, e vamos esperar que se intensifiquem os esforços a favor deste objetivo", disse.

O ministro também anunciou que as negociações para um tratado de livre-comércio com a Coreia do Sul começarão assim que for possível, pois "concorda com os interesses dos dois países".

Sobre as relações com a nova Administração dos Estados Unidos, dirigida pelo presidente Barack Obama, o chefe da diplomacia chinesa disse que o presidente Hu Jintao se reunirá com o líder americano na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) em Londres, em abril.

Yang destacou seu desejo de que ambas as partes levem em conta os interesses respectivos e impulsionem a melhora de intercâmbios, coordenação e cooperação bilaterais.

Ao mencionar os problemas nas relações entre China e França devido à amparada dos franceses ao dalai lama, o ministro expressou confiança no longo prazo e pediu a Paris sinais "positivos" quando tratar de assuntos relevantes para a China.

"Os problemas recentes surgidos nas relações bilaterais não foram nossa responsabilidade", disse Yang.

O chefe da diplomacia chinesa aproveitou também sua presença perante a imprensa para dizer que Pequim é contra o leilão de "relíquias culturais chinesas saqueadas", e disse que é "'jogar sal' sobre uma ferida" e "imoral".

"As esculturas - duas cabeças de coelho e rato da época da dinastia Qing (1644-1911) de bronze - são peças culturais saqueadas da China, que tem direito de recuperá-las", insistiu Yang.

Sobre o conflito na região sudanesa de Darfur, Yang destacou que todas as partes envolvidas devem contribuir para a solução, em vez de complicar a situação.

"A China espera ver uma pronta solução do conflito em Darfur através do diálogo e de conversas de paz, apoiando o progresso contínuo na mobilização das forças de manutenção da paz e no diálogo político", concluiu Yang. EFE pc/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG