China nega ter invadido computadores de escritórios do Dalai Lama

LONDRES - O governo chinês negou nesta segunda-feira, por meio de sua Embaixada no Reino Unido, ter invadido os computadores dos escritórios do Dalai Lama, líder espiritual do povo tibetano, e de outras organizações em vários países do mundo, informou a rede de televisão BBC.

EFE |

O porta-voz da missão diplomática em Londres, Liu Weimin, declarou que não há provas de que a China esteja por trás dessa espionagem - como parecia após uma investigação divulgada no último fim de semana - e sugeriu que se trata de "uma campanha de propaganda" do governo tibetano no exílio.

O governo do Tibete, exilado na cidade indiana de Dharamsala, confirmou hoje que os computadores de escritórios do Dalai Lama em vários países foram sabotados em diversas ocasiões.

Investigadores canadenses anunciaram no domingo a descoberta de uma rede de espionagem chinesa especializada no monitoramento dos computadores do Dalai Lama e de exilados tibetanos no mundo todo.

Os especialistas do Information Warfare Monitor (IWM), que elaboraram seu relatório por encomenda do escritório do Dalai Lama, explicaram que hackers chineses invadiram os sistemas eletrônicos do líder tibetano em Índia, Bélgica, Reino Unido e Estados Unidos e roubaram arquivos do computador de seu escritório privado.

O grupo canadense também revelou que os hackers chineses parecem ter se infiltrado nos computadores do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, além das embaixadas de países como Alemanha, Portugal, Índia, Coreia do Sul e Taiwan.

Os mesmos hackers ainda teriam invadido sistemas de meios de comunicação e um computador na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Os investigadores admitiram que, embora a rede esteja localizada na China, não há provas de que o governo desse país estivesse por trás da espionagem.

Em comunicado, Liu afirmou hoje que o relatório do IWM é formado por "gravações de vídeo unidas a partir de diferentes fontes para atacar a China".

O porta-voz ressaltou que, na China, "é ilegal invadir computadores" e disse que os ataques cibernéticos são "um desafio global" que requer cooperação internacional.

No total, pelo menos 1.295 computadores em 103 países de todo o mundo teriam sido invadidos pelos hackers, cuja rede foi chamada de GhostNet pelo IWM.

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