China nega reivindicação de grupo por explosões em ônibus

PEQUIM (Reuters) - Autoridades chinesas negaram reivindicações de um grupo chamado Partido Islâmico do Turquistão de que ele era responsável pelas fatais explosões nas províncias de Xangai e Yunnan antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, informou neste sábado a agência de notícias estatal Xinhua. O grupo gravou um vídeo ameaçando a Olimpíada e reivindicando a responsabilidade pelas explosões em ônibus em Xangai e em Kunming, disse na sexta-feira uma empresa de monitoramento de terrorismo em Washington.

Reuters |

Mas a Xinhua informou de que a investigação da polícia sobre as explosões de Xangai em 5 de maio nada tinha a ver com 'ataques terroristas'.

A explosão, que matou três pessoas e feriu 12, foi causada por substâncias inflamáveis, como petróleo, afirmou o chefe do departamento municipal de Segurança de Xangai, Cheng Jiulong, à agência Xinhua. 'A explosão foi de fato deliberada, mas não teve nada a ver com ataques terroristas.'

O IntelCenter, uma empresa norte-americana de monitoramento de terrorismo, afirmou que o grupo divulgou um vídeo intitulado 'Nossa Abençoada Guerra Santa em Yunnan', com um comunicado do líder do grupo, comandante Seyfullah, ameaçando os Jogos Olímpicos, que ocorrerão no próximo mês.

Seyfullah afirmou que o grupo explodiu dois ônibus públicos em Xangai no dia 5 de maio e 'realizou uma ação contra a polícia' em Wenzhou em 17 de julho, com um trator carregado de explosivos.

De acordo com o IntelCenter, o grupo também atacou uma fábrica de plásticos em Guangzhou em 17 de julho e realizou explosões em três ônibus públicos em Yunnan em 21 de julho. As explosões nos ônibus mataram pelo menos duas pessoas e feriram 14 na cidade de Kunming, na segunda-feira.

'Vimos as informações da imprensa sobre a reivindicação, mas, até agora, nenhuma evidência indica que as explosões tinham ligação com terroristas e seus ataques, ou com os Jogos Olímpicos de Pequim', afirmou à Xinhua um porta-voz do Departamento Provincial de Segurança Pública de Yunnan.

'O Partido Islâmico do Turquistão alerta a China mais uma vez', afirmou Seyfullah de acordo com uma transcrição do IntelCenter. 'Nosso objetivo é atingir os pontos mais críticos relacionados à Olimpíada. Tentaremos atacar as cidades centrais chinesas usando táticas que nunca foram utilizadas.'

Ele exortou os espectadores e atletas, 'particularmente os muçulmanos', que planejam ir à Olimpíada a mudarem de idéia.

Os Jogos Olímpicos de Pequim começam no dia 8 de agosto.

(Reportagem de Ken Wills, em Pequim, e Deborah Charles, em Washington)

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