China nega que ligação com Venezuela seja ideológica

Pequim, 23 set (EFE).- A Chancelaria chinesa disse hoje, após a chegada do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao país, que sua relação com a Venezuela é normal, carece de vínculos ideológicos e não está destinada a atingir uma outra nação, como os Estados Unidos.

EFE |

"China e Venezuela mantêm relações normais de Estado a Estado", ressaltou hoje a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China Jiang Yu.

"Não estão baseadas na ideologia, não estão dirigidas contra uma terceira parte e não afetarão outros países. Seguiremos desenvolvendo nossas relações com a América Latina, inclusive com a Venezuela", acrescentou.

Com estas palavras, Pequim se afastou da adesão política que Chávez tentava encontrar na China.

"Eu daqui vou à Rússia, que fica ali mesmo, atrás daquelas montanhas. Seguimos com (Dmitri) Medvedev, (Vladimir) Putin, Hu Jintao, nós, modestamente, lá, e Cuba, construindo um mundo pluripolar", anunciou o presidente venezuelano após chegar a Pequim.

Quanto a seus freqüentes ataques aos EUA, país para o qual a Venezuela vende a maior parte de seu petróleo, Chávez disse que não tem nada contra os americanos.

"Não temos nada, nada, nada contra os EUA como povo. Eu não sou antiamericano, não, eu sou antiimperialista", explicou Chávez.

Já Jiang não quis confirmar a venda de 24 aviões de combate para a Venezuela, anunciada por Chávez antes de sua partida.

"Sobre nossa cooperação em comércio militar, não tenho nenhuma informação específica a dar. E quanto aos tipos de documentos que assinaremos durante sua visita, acho que (os jornalistas) terão a resposta amanhã durante a cerimônia do acordo", ressaltou Jiang em coletiva de imprensa.

Segundo Chávez, ao menos 20 acordos serão assinados como, por exemplpo, produção e processamento de alimentos, telecomunicações e energia e o aumento de até US$ 3 bilhões do fundo estratégico bilateral, que hoje é de US$ 6 bilhões.

O presidente venezuelano chegou hoje às 12h (1h em Brasília) a Pequim, mas não iniciará sua agenda oficial até amanhã, quando se reunirá com o presidente chinês, Hu Jintao.

Segundo dados oficiais da China, a Venezuela é seu sexto maior parceiro comercial na América Latina e um grande receptor de seu investimento.

O comércio bilateral entre ambos os países alcançou, em 2007, US$ 5,9 bilhões, e entre janeiro e julho deste ano chegou a US$ 6,23 bilhões, valor que atingirá US$ 8 bilhões em dezembro, segundo Chávez. EFE mz/fh/rr

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