China nega envolvimento com prisão de ex-presidente de Taiwan

Pequim, 13 nov (EFE).- O Governo chinês negou envolvimento na prisão do ex-presidente independentista taiuanês Chen Shui-Bian, detido ontem em Taipé e que acusou o atual governante, Ma Ying-jeou, do Kuomintang, de orquestrar uma perseguição política a ele para agradar Pequim, informou hoje o diário oficial chinês China Daily.

EFE |

Chen, de 57 anos, que foi presidente de Taiwan à frente do independentista Partido Democrata Progressista (PDP) entre maio de 2000 e maio de 2008, acusado de suborno, desvio, ocultação de documentos oficiais, falsificação e lavagem de dinheiro.

As acusações ao ex-presidente baseiam-se em processos que já condenaram seu genro e o pai deste.

O Tribunal Superior de Taiwan confirmou hoje a sentença de sete anos de prisão e multa de US$ 27,3 mil (21,85 mil euros) contra Chao Chien-Ming, genro do ex-presidente, por passar informação confidencial sobre empresas a seu pai e amigos, que as utilizaram para conseguir lucros na bolsa taiuanesa.

O pai de Chao Chien-Ming, Chao Yu-Chu, foi condenado, por sua vez, a uma pena ainda maior, de nove anos de cadeia, além de multa por enriquecimento ilícito com informação confidencial.

O ex-presidente taiuanês, que está desde ontem em greve de fome, nega as acusações e afirma que o dinheiro foi empregado em assuntos secretos diplomatas.

Além disso, acusa o atual Governo de Taipé -que derrotou o PDP nas eleições legislativa e presidencial de março- e o chinês por sua detenção, que pretenderia, segundo ele, jogar uma pá de cal no movimento independentista de parte da ilha.

As acusações são uma "pura fabricação" de Chen, só uns "rumores" criados pelo ex-presidente, respondou a porta-voz do Escritório para Assuntos de Taiwan da China, Fan Liqing. EFE ub/cd/jp

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