China nega distúrbios de monges tibetanos em Sichuan

A China negou nesta terça-feira que os monges tibetanos tenham protagonizado distúrbios em Sichuan (sudoeste) com a aproximação, em 10 de março, do 50º aniversário da partida para o exílio do Dalai Lama, líder espiritual dos budistas tibetanos.

AFP |

"Não houve distúrbios como afirmaram alguns meios de comunicação estrangeiros", afirmou a prefeita de Aba, Wu Zegang, citada pela agência estatal Nova China.

"Não sei de nada sobre supostos distúrbios ou manifestações em Aba. Meus colegas no local me confirmaram por telefone que não aconteceu nada do tipo", afirmou, ao ser entrevistada em Pequim, onde se encontra para participar na Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) que abrirá a sessão plenária anual na quinta-feira.

Organizações pró-tibetanas com sede no exterior informaram que nos últimos dias foram registrados vários incidentes em Aba, uma região habitada por minorias tibetanas.

Um monge teria tentado se imolar, antes de ser atingido por tiros da polícia e oficiais teriam cercado um mosteiro tibetano após um protesto contra a repressão chinesa, informaram as ONGs.

O Dalai Lama advertiu na semana passada contra a repressão chinesa no Tibete, às vésperas do 50º aniversário da revolta de 1959 que provocou seu exílio para a Índia.

Há um ano, mais de 200 tibetanos morreram durante a repressão chinesa das manifestações pelo 49º aniversário. Pequim acusou os "agitadores" tibetanos de matar a 21 pessoas.

frb/fp

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