PEQUIM (Reuters) - A China não vai reabrir a região do Tibet aos estrangeiros até o fim da Olimpíada de agosto, abandonando os planos de deixar os turistas voltarem no começo de maio, disse um grupo de defesa dos direitos tibetanos, baseado nos Estados Unidos. A Administração Nacional do Turismo, assim como o governo tibetano e a autoridade do turismo não comentaram o assunto imediatamente.

A decisão de adiar a reabertura pode indicar que o governo comunista chinês ainda está preocupado com a instabilidade do Tibet e vai continuar assim por alguns meses, depois de uma série de protestos e um motim em Lhasa, no dia 14 de março.

As viagens ao Tibet já são normalmente restritas. Os estrangeiros devem obter licenças especiais e fazer visitas em grupo. Já os repórteres estrangeiros que vivem na China não podem ir à região do Himalaia sem permissão.

Depois da explosão de violência em Lhasa, o governo parou de lançar licenças, alegando preocupações com a segurança. A mídia estatal disse que o Tibet seria aberto novamente aos turistas a partir do dia 1o de maio.

'Mas, de acordo com relatórios confiáveis, parece que a reabertura pode não acontecer até o final da Olimpíada', disse a Campanha Internacional pelo Tibet em um comunicado.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Jiang Yu, disse que o governo da Região Autônoma do Tibet está fazendo o possível para restaurar a normalidade e que as restrições atuais foram 'um arranjo especial para um período especial'.

Os protestos tibetanos anti-Pequim e a repressão chinesa influenciaram manifestações ao longo da rota do revezamento da tocha Olímpica, em Londres, Paris e São Francisco. A China vai tentar levar a chama ao tipo do monte Everest em maio e também planeja passar com ela por outras partes do Tibet, em junho.

Em 2006, a Região Autônoma do Tibet arrecadou 17,5 milhões de dólares com o turismo, de acordo com a mídia chinesa.

(Reportagem de Guo Shipeng e Sally Huang)

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