China não correrá risco de se isolar por Irã, diz Grã-Bretanha

Por Jim Drury LONDRES (Reuters) - O embaixador da Grã-Bretanha na China disse na sexta-feira que Pequim corre o risco de se isolar, caso não se una aos esforços internacionais para impor sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.

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Falando por meio de um videolink de Pequim antes de uma visita ao país do secretário de Relações Exteriores britânico, David Miliband, Sebastian Wood disse em um briefing do governo que a Grã-Bretanha e a China compartilham das mesmas metas para evitar que o Irã obtenha armas nucleares.

"Não é do interesse da China ver-se isolada dos membros permanentes do Conselho de Segurança ou do E3+3. Isso prejudicaria a China internacionalmente", afirmou ele.

O anúncio recente do Irã de que ampliaria seu programa nuclear fez aumentar a pressão dos Estados Unidos e do E3+3 por sanções mais duras contra Teerã.

O E3+3 foi estabelecido especificamente para tratar do controverso programa nuclear do Irã e é formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - EUA, China, Rússia, França e Grã-Bretanha - mais a Alemanha.

Teerã rejeita as acusações do Ocidente de que seu programa nuclear seja destinado a desenvolver bombas e afirma que ele será usado apenas para gerar eletricidade.

Wood disse que a China compartilha o desejo da Grã-Bretanha de evitar que o Irã se torne uma potência nuclear, mas aceita que os dois países defendam abordagens diferentes para resolver a questão.

"A China tem enfatizado a necessidade para o engajamento e a diplomacia e quer ver a situação resolvida em breve. Vimos diferenças táticas nas últimas semanas, mas é uma discussão flexível. A China tem muito a perder com a proliferação nuclear numa região instável", disse ele.

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