China muda lei do filho único para região de terremoto

PEQUIM - A China alterou a política do filho único para as famílias que perderam seus filhos durante o terremoto na província de Sichuan (sudoeste), informou hoje a agência oficial Xinhua.

Redação com EFE |


O comitê permanente do Legislativo provincial aprovou a emenda da lei, que é aplicada em todo o país desde o fim da década de 1970 e que proíbe, com algumas exceções, que as famílias chinesas tenham mais de um filho.

A nova regulação em Sichuan estabelece que as famílias cujo único filho morreu ou sofreu uma invalidez no terremoto podem ter uma segunda criança, uma exceção que já se aplica em outras regiões do gigante asiático.

A lei também autoriza ter mais um filho as famílias com dois herdeiros e que ambos tenham ficado com algum tipo de invalidez por causa do terremoto, acrescentou a "Xinhua".

"Os ajustes têm o objetivo de solucionar as dificuldades práticas para as famílias nas quais alguns membros morreram ou ficaram feridos pelo terremoto", destacou o vice-presidente do comitê que aprovou a emenda, Wang Yukun.

O terremoto, de 8 graus na escala aberta de Richter, foi o pior na China em 32 anos, deixando cerca de 90 mil mortos.

Aproximadamente 18 mil famílias perderam seus filhos no devastador terremoto, e em muitos casos se tratava de seu único herdeiro, devido à política do "filho único".

A China também incentiva os pais que perderam seus filhos no terremoto a adotar as crianças que ficaram órfãs na tragédia.

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