China mostra disposição em negociar, diz enviado do Dalai Lama

Por Abhishek Madhukar DHARAMSALA, Índia (Reuters) - Um enviado do Dalai Lama disse na quinta-feira que as autoridades chinesas se mostraram receptivas nos últimos encontros para tratar das turbulências no Tibet, apesar de diferenças importantes persistirem entre ambas as partes.

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'Houve fortes e divergentes opiniões a respeito da natureza e também das causas dos recentes e trágicos fatos no Tibet', disse o enviado Lodi Gyari em nota divulgada em Dharamsala, sede do governo tibetano no exílio.

Ele se referia aos distúrbios de março contra o domínio chinês no Tibet e arredores, que provocaram uma violenta repressão por parte do regime comunista, com repercussão mundial negativa para Pequim --o que gerou diversos protestos durante o recente percurso da tocha olímpica, que na quinta-feira atingiu o topo do monte Everest.

De acordo com Gyari, ambas as partes expuseram suas versões 'de forma franca e sincera' e trocaram 'propostas concretas que podem ser parte de uma futura pauta'.

Ele defendeu que a próxima rodada de negociações ocorra em breve, mas disse que uma data só será anunciada quando ambas as partes estiverem de acordo.

Pequim acusa a 'camarilha do Dalai Lama' de estar por trás dos distúrbios, de pregar a independência do Tibet e de tentar manchar o nome da China para impedir sua ascensão. O Dalai Lama, líder temporal e espiritual dos tibetanos, nega todas essas acusações.

Analistas vêem uma prática comum do regime chinês nesse comportamento de fazer acusações duras em público e ao mesmo tempo se abrir ao diálogo.

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