China mantém abordagem diplomática ao Irã

Por Chris Buckley PEQUIM (Reuters) - A China reiterou que a diplomacia é a melhor forma de resolver o impasse em torno do programa nuclear iraniano, enquanto diplomatas dos EUA chegavam a Pequim para discutir as ambições nucleares de Teerã e da Coreia do Norte.

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O subsecretário de Estado James Steinberg é a principal autoridade dos EUA a visitar Pequim desde a onda de atritos entre os dois países por causa de questões relativas a censura na Internet, comércio, venda de armas a Taiwan e liberdades no Tibet.

Washington e outros governos ocidentais querem o apoio da China para novas sanções da ONU ao Irã, por causa das suspeitas de que o país estaria desenvolvendo armas nucleares -- intenção que Teerã nega reiteradamente possuir.

Dos cinco países com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, a China é o mais resistente ao uso de sanções contra o Irã, argumentando que a diplomacia poderia resolver a questão.

Qin Gang, porta-voz da chancelaria chinesa, sugeriu na terça-feira que Pequim vai levar o tempo que for necessário na negociação. "Acreditamos que ainda há margem para esforços diplomáticos, e que as partes envolvidas devem intensificar esses esforços", afirmou Qin a jornalistas.

Analistas e autoridades estrangeiras dizem que a China irá resistir a eventuais sanções que ameacem a oferta de petróleo e os investimentos chineses no Irã, mas a maioria acredita que Pequim aceitaria sanções mais "engessadas", com efeito mais simbólico do que prático.

O Irã foi no ano passado a terceira principal fonte de petróleo importado para a China.

De acordo com Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado, Steinberg deve discutir também a questão da Coreia do Norte, cujo arsenal nuclear alarma os vizinhos do regime comunista e também os EUA.

Os cinco países envolvidos nas negociações nucleares com Pyongyang tentam retomar o processo, abandonado por iniciativa norte-coreana há um ano. Em geral, a Coreia do Norte impõe condições para retomar o diálogo, em especial o fim das sanções da ONU e uma negociação direta com Washington para a assinatura de um tratado que paz que substitua o armistício que encerrou a Guerra da Coreia (1950-53).

Washington espera que a visita de Steinberg e do diretor de assuntos asiáticos do Conselho de Segurança Nacional, Jeffrey Bader, leve a uma melhora nas relações sino-americanas.

"Passamos por um caminho um pouco acidentado, e acho que há um interesse tanto dentro dos Estados Unidos quanto na China de normalizar as coisas assim que possível", disse Crowley a jornalistas.

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