China luta contra surgimento de epidemias na região do terremoto

A China afirmou nesta quinta-feira que nenhuma doença grave foi detectada na região abalada pelo terremoto, mas advertiu que a batalha contra as epidemias estava apenas começando.

AFP |

Cerca de 10.000 socorristas e médicos estão trabalhando nas zonas mais afetadas pelo terremoto que sacudiu segunda-feira a província de Sichuan (sudoeste), declarou o vice-ministro da Saúde, Gao Qiang, durante uma entrevista coletiva.

"Nosso trabalho está apenas começando", disse Gao. "Nossos funcionários no terreno já afirmaram que nenhuma epidemia importante foi detectada nas áreas abaladas pelo terremoto", acrescentou.

No entanto, um dirigente local expressou suas preocupações com relação ao eventual surgimento de doenças se os corpos das vítimas não forem enterrados rapidamente, informou a agência oficial Nova China.

"Precisamos urgentemente de sacos mortuários" declarou Bai Licheng, alto funcionário da prefeitura de Aba, em Sichuan.

De acordo com os números oficiais, o terremoto matou pelo menos 50.000 pessoas.

"Tomamos providências para o controle das epidemias e a assistência sanitária nas áreas afetadas, que incluem o envio de vários funcionários qualificados", destacou Gao.

"Se quisermos alcançar nosso objetivo de evitar epidemias importantes, a chave está nos próximos esforços", ou seja, a purificação da água, a desinfecção das zonas contaminadas, a vacinação da população e o confinamento das pessoas já infectadas, afirmou.

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