China limitará uso de armas brancas; medida afeta tibetanos

Pequim, 6 mai (EFE) - O Ministério da Segurança Pública chinês anunciou hoje uma nova regulação nacional que limitará fortemente a posse de armas brancas, medida que afetará, principalmente, os tibetanos, onde ter facas de grande tamanho e exibi-las na rua é comum. A regulação obrigará compradores ou detentores de facas potencialmente letais a se cadastrar oficialmente, segundo a regulação anunciada através da agência estatal Xinhua. A norma foi anunciada quase dois meses depois que, em 14 de março, grupos violentos tibetanos atacaram emigrantes chineses e muçulmanos em Lhasa, queimando estabelecimentos, mas também usando facas e facões. No total, 19 pessoas morreram (18 civis e um policial), segundo dados do Governo chinês.

EFE |

A regulação anunciada hoje, publicada no site oficial do Ministério (www.mps.gov.cn), indica que são obrigados a se cadastrar os detentores de facas, facões e outros objetos cortantes com lâminas com mais de 22 centímetros.

Também pede à Polícia para fiscalizar os fabricantes de armas brancas "em busca de produção ilegal de armas letais".

Apesar de a norma ter caráter nacional, o Ministério chinês deixa aberta a possibilidade que zonas habitadas por minorias étnicas possam desenvolver no futuro regulações próprias.

Os tibetanos costumam passear com grandes facas, também em grandes cidades de sua região, como Lhasa, como parte do adorno tradicional que uma grande parte deles mantém.

Grupos desta etnia são inclusive vistos esporadicamente com armas brancas nas ruas de grandes metrópoles, como Pequim.

Estes artefatos também são carregados devido a seu freqüente uso na pecuária, uma das principais atividades econômicas do povo tibetano. EFE abc/db

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