China liberta último japonês após tensão diplomática com Tóquio

Segundo agência Xinhua, cidadão japonês foi libertado depois de pagar fiança e apresentar carta de arrependimento

EFE |

Autoridades chinesas libertaram neste sábado o último dos quatro japoneses que mantinha detido pelo suposto acesso ilegal a instalações militares, dias após Tóquio capturar, em setembro, o capitão de um pesqueiro chinês que trabalhava em águas disputadas pelos dois países.

A agência oficial de notícias Xinhua informou que o cidadão japonês Sadamu Takahashi foi libertado neste sábado depois de pagar fiança exigida pelo escritório de Segurança do Estado de Shijiazhuang e uma carta de arrependimento.

Takahashi deixou neste mesmo sábado a residência onde permanecia detido desde o dia 20 de setembro, quando ele e outros três cidadãos foram detidos na cidade de Shijiazhuang quando gravavam um vídeo em uma área militar chinesa.

As detenções foram interpretadas como uma medida de pressão para que Tóquio libertasse o capitão chinês Zhan Qixiong, detido com a tripulação em 7 de setembro quando trabalhava em águas das ilhas Diaoyu, disputadas também pelo Japão, que as denomina Senkaku, e por Taiwan, que as chama Tiaoyu.

Os três países disputam as ilhotas desabitadas há décadas, desde a descoberta que as mesmas abrigam jazidas de gás e petróleo.

Tensão

A detenção dos japoneses provocou uma das piores tensões entre os dois titãs asiáticos desde 2005, com cancelamento de intercâmbios diplomatas em alto nível.

A imprensa de Hong Kong informou que o capitão chinês, de 41 anos, mostrava sintomas de embriaguez no momento em que colidiu em 7 de setembro com duas patrulheiras japonesas; e este, que retornou à China como um herói, assegurou que voltará a trabalhar em águas das Diaoyu.

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