Um dissidente chinês foi libertado na terça-feira depois de cumprir 16 anos de prisão por ter organizado cerimônias em homenagem às vítimas da repressão do levante pró-democracia da Praça Tiananmen (Paz Celestial), informou uma organização de defesa dos direitos humanos.

Hu Shigen, professor universitário de 53 anos, foi libertado quatro anos antes do cumprimento total da sentença. No entanto, permanecerá privado dos direitos políticos, incluindo os de expressão e participação em atos públicos, durante cinco anos, de acordo com a organização Human Rights Watch in China.

"Saudamos a libertação de Hu Shigen, mas nos parece trágico que tenha que ter suportado tantos anos de maus-tratos", afirmou Sharon Hom, diretora da ONG que tem sede em Nova York.

Hu había foi preso em maio de 1992 por ter organizado homenagens em Pequim, Xangai e outras cidades chinesas às vítimas da "Primavera de Pequim", que foi brutalmente reprimida em junho de 1989 na Praça da Paz Celestial.

Em dezembro de 1994 foi condenado a 20 anos de prisão, depois de ser considerado culpado de "incitação e propaganda contra-revolucionária" e de ter "organizado e dirigido um grupo contra-revolucionário".

Esta foi a sentença mais dura de um julgamento de 15 dissidentes.

Hu foi um dos fundadores em 1991 do Partido da Liberdade e da Democracia na China.

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