China lança terceira missão tripulada ao espaço

Por Royston Chan JIUQUAN, China (Reuters) - A terceira missão espacial tripulada da China foi lançada de uma instalação no deserto nesta quinta-feira, em uma viagem que deve incluir a ambiciosa primeira caminhada espacial de um chinês.

Reuters |

A nave Shenzhou VII partiu do centro de lançamento de Jiuquan, na província de Gansu, exatamente às 21h10 (10h10 do horário de Brasília) levando três astronautas em um lançamento transmitido ao vivo pela televisão estatal.

O presidente chinês, Hu Jintao, falando com a sala de controle, classificou o lançamento como "mais um grande feito na escalada do povo chinês ao ápice do mundo da ciência e da tecnologia."

"O lançamento bem sucedido da espaçonave Shenzhou VII significa uma vitória inicial para esta missão espacial tripulada", acrescentou ele em comentários na TV.

Esta é a terceira missão espacial tripulada da China desde outubro de 2003, quando o país se uniu à Rússia e aos EUA como os únicos países a enviar astronautas ao espaço.

A primeira caminhada espacial chinesa deve acontecer no sábado. A China enviou dois astronautas em um vôo de cinco dias no Shenzhou VI, em outubro de 2005.

"O povo da China vai deixar sua primeira pegada no espaço -- esta pegada que não pode ser vista certamente será um avanço difícil de esquecer, e será lembrada para sempre pela nação chinesa", disse a agência oficial de notícias Xinhua.

As autoridades e a mídia estatal louvaram os feitos espaciais como um triunfo nacional, assim como o sucesso da Olimpíada de Pequim, e enfatizaram as ambições ainda maiores do país.

"Esta será uma demonstração explícita do pode chinês", disse Kevin Pollpeter, especialista no programa espacial chinês do Defense Group Inc, em Washington.

"O objetivo final é construir uma estação espacial. Para eles, isso se tornou uma das armas de uma grande potência."

O engenheiro da missão Zhou Jianping disse que a ocasião da caminhada espacial pode ser mudada, dependendo de quanto tempo os astronautas levarão para se adaptar, segundo a agência Xinhua.

A capacidade de realizar o que também é chamado de "atividade extra-veicular" é essencial para os objetivos chineses de longo prazo de montar uma estação orbital na próxima década e possivelmente fazer uma visita à Lua.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG