Pequim, 5 mar (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores chinês lamentou a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de emitir uma ordem de detenção para o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, e se disse preocupado com a decisão, informou a agência de notícias oficial Xinhua.

O porta-voz da Chancelaria Qin Gang assegurou que a principal tarefa da comunidade internacional "era manter a estabilidade em Darfur e continuar o processo político e a missão de paz da ONU e da União Africana (UA)".

Qin afirmou que a China "se opõe a qualquer ato que interfira na situação geral no Sudão e em Darfur".

A China foi criticada no passado pela comunidade internacional pela venda de armas ao Sudão e o bloqueio - junto à Rússia - das iniciativas para que o Conselho de Segurança da ONU ditasse sanções contra Cartum, devido às violações de direitos humanos em Darfur.

Pequim se defende argumentando que colaborou na resolução pacífica do conflito, como mostra o envio de missões de paz ao país do nordeste da África, um dos principais fornecedores de petróleo para o gigante asiático. EFE abc/rr

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