China irá atrás de investidor que deixar país sem pagar dívidas

XANGAI (Reuters) - Afetada pela desaceleração da indústria manufatureira, em consequência da crise mundial, a China pretende cobrar investidores estrangeiros que fugirem do país para escapar de dívidas e investimentos em negócios fracassados, informou neste sábado a agência estatal de notícias Xinhua. A China pedirá aos governos estrangeiros que ajudem a investigar e extraditar os fugitivos, especialmente nos casos envolvendo largas somas de dinheiro, disse a agência estatal.

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Os esforços do governo para ir atrás de investidores em fuga surgem num momento em que o encolhimento da demanda mundial é um duro golpe para as indústrias exportadoras e manufatureiras chinesas, forçando trabalhadores migrantes a retornarem para suas casas no meio rural depois de perderem os empregos nas fábricas.

Milhares de fábricas no centro exportador sulista de Guangdong (Cantão) encerraram suas atividades por causa da queda da demanda por mercadorias da China, elevação dos custos de produção e o fortalecimento da moeda local, o yuan.

Os ministérios do Comércio, Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública emitiram na sexta-feira um roteiro conjunto de orientações para investigação e processo judicial no exterior de investidores em fuga.

Muitos investidores, especialmente de indústrias pequenas, de mão-de-obra intensiva, evitaram a falência formal deixando para trás fábricas fechadas e salários e equipamentos não pagos, segundo a Xinhua.

Oitenta e sete empresas fundadas por investidores da Coréia do Sul deixaram a província de Shandong, no leste da China, no ano passado, sem liquidar corretamente seus negócios, um aumento em relação a 2003, quando houve apenas 21 casos, informou a agência estatal, citando reportagens anteriores da imprensa.

Em janeiro, mais de dez dirigentes de empresas coreanas abandonaram negócios em Shandong e fugiram por causa de dificuldades financeiras. Eles partiram sem pagar dívidas enormes e os salários de mais de 3.000 funcionários.

(Reportagem de Jacqueline Wong)

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