China intensifica esforço para fortalecer laços com América Latina

Dois altos funcionários do governo chinês iniciam nesta semana visitas à América Latina como parte de um esforço intensivo para fortalecer os laços com a região. O vice-presidente Xi Jinping visitará os dois maiores parceiros comerciais da China na região (Brasil e México), além de Jamaica, Colômbia e Venezuela.

BBC Brasil |

Já o vice-primeiro-ministro Hui Liangyu vai visitar Argentina, Equador, Barbados e Bahamas.

O fato de dois de seus principais líderes viajarem à região quase simultaneamente é um indicador do esforço chinês para fortalecer os laços com a região.

Esta não é simplesmente uma viagem para promover um futuro presidente ou para fechar mais acordos para a compra de recursos naturais, como é comumente o caso nas relações da China com a África.

Com a atual crise econômica, o mercado para as exportações chinesas encolheu substancialmente na Europa e nos Estados Unidos.

O governo chinês quer a todo custo abrir novos mercados na região de mais de meio bilhão de consumidores e manter sua fatia do mercado para as exportações de maquinário chinês em 2009.

A China é o terceiro maior parceiro comercial da América Latina. Em 2007, o comércio entre a China e os países da América Latina atingiu US$ 100 bilhões.

O governo chinês está em meio a uma estratégia de longo prazo para aumentar sua influência na região.

Em novembro, o governo chinês publicou seu primeiro documento estratégico para a região, antes da visita do presidente Hu Jintao a Costa Rica, Cuba e Peru.

Em janeiro deste ano, a China se juntou ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), com uma doação de US$ 350 milhões, pavimentando o caminho para companhias chinesas participarem de projetos de infra-estrutura na região.

A atual crise econômica mundial apresenta uma boa oportunidade para a China ganhar um papel mais importante internacionalmente.

Durante a visita à América Latina nesta semana, os líderes chineses devem escutar as posições dos países da região para tentar refleti-las em fóruns internacionais como a reunião de cúpula do G20, marcada para abril, em Londres.

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