China insiste que negociação com Coreia do Norte não acabou

Por Chris Buckley PEQUIM (Reuters) - A China insistiu na quinta-feira que as negociações multinacionais para o desarmamento da Coreia do Norte continham sendo a melhor forma de evitar conflitos a respeito das ambições nucleares norte-coreanas, apesar de Pyongyang ter abandonado o processo e expulsado inspetores da ONU.

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Pequim parece querer agir publicamente como se a Coreia do Norte não tivesse qualificado as negociações de "inúteis" e anunciado a retomada das atividades na sua fábrica de plutônio enriquecido.

Dos cinco países que tentam negociar com a Coreia do Norte, a China é o que tem mais proximidade política com Pyongyang. Os demais países envolvidos são EUA, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

Jiang Yu, porta-voz da chancelaria chinesa, repetiu o apelo do seu governo por calma, e disse que ainda há um "consenso" entre as potências negociadoras.

"Esperamos que todos os lados exercitem a calma e a moderação e tenham uma visão de longo prazo ao prestar atenção ao quadro maior, empenhando-se juntos em avançar o processo de diálogo a seis partes", afirmou ela.

Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) deixaram a Coreia do Norte na quinta-feira, depois de terem sido expulsos do complexo nuclear de Yongbyon, que tem capacidade para enriquecer o plutônio, material usado no primeiro e único teste norte-coreano com uma arma nuclear, em 2006.

Pequim parece hesitante no seu trato com Pyongyang nos últimos dias, aparentemente sem ter previsto a ira do regime contra uma declaração do Conselho de Segurança da ONU -- apoiada pela própria China -- que condenava a Coreia do Norte por ter lançado um foguete no último dia 5, violando sanções em vigor.

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