China faz maior redução das reservas em títulos americanos desde 2000

A China reduziu em junho suas reservas em títulos da dívida americana pela maior margem em quase nove anos, segundo dados do Tesouro dos Estados Unidos. Dona da maior reserva do mundo em títulos do Tesouro americano, a China reduziu esse montante em 3,1%, de US$ 801,5 bilhões em maio para US$ 776,4 bilhões em junho.

BBC Brasil |

No mesmo período, o Japão, o Reino Unido e o Brasil, o segundo, terceiro e quarto maiores credores americanos, aumentaram suas reservas em títulos do Tesouro americano.

Na comparação com junho do ano passado, porém, China, Japão e Reino Unido aumentaram suas reservas em títulos americanos, enquanto o Brasil reduziu.

Poucas opções

A China detêm mais títulos da dívida americana que qualquer outro país do mundo, em grande parte porque há poucas opções de lugares que oferecem um bom retorno para o investimento com segurança.

Nos últimos meses, o déficit do governo dos Estados Unidos aumentou graças em parte ao custoso plano de estímulo do governo do presidente Barack Obama.

Esse aumento da dívida americana vem preocupando a China, que teme que os esforços para estimular a economia americana alimentem a inflação e reduzam o valor do dólar, o que poderia corroer o valor dos títulos em moeda americana mantidos pelo país.

A redução no montante da dívida americana mantido pela China coincide com a visita recente do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, a Pequim para buscar assegurar o governo chinês de que seus investimentos nos títulos americanos são seguros.

Alternativa ao dólar

O total de títulos da dívida americana em poder da China ainda é 7% maior do que no começo do ano.

Mas no ano passado a China havia aumentado em 52% seu montante de títulos do Tesouro americano.

A China já afirmou que gostaria de estabelecer uma alternativa ao dólar americano como moeda preferencial para suas reservas.

Porém até agora não há evidências de que há alguma alternativa viável ao dólar.

Mas os últimos dados mostram que o governo chinês pode estar explorando as formas de diversificar seus investimentos.

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