China expulsa jornalistas estrangeiros de zona afetada por terremoto

A polícia chinesa expulsou nesta quinta-feira jornalistas estrangeiros de um bairro de uma cidade de Sichuan, a região do sudoeste do país afetada pelo terremoto de 12 de maio que deixou mais de 80.000 mortos e desaparecidos.

AFP |

No bairro de onde foram expulsos os profissionais da imprensa fica um colégio que desabou no tremor, matando centenas de crianças. Os pais acusam as autoridades locais de corrupção.

AFP PHOTO/TEH ENG KOON
Terremoto que devastou a China completa um mês hoje
Terremoto que devastou a China completa um mês hoje


Dois profissionais da AFP estão entre os jornalistas de pelo menos seis meios de comunicação que foram detidos em um primeiro momento no bairro de Juyuan, na cidade de Dujiangyan. O objetivo era fazer uma reportagem sobre a escola destruída.

Os policiais colocaram os jornalistas em uma caminhonete, destruíram a câmera fotográfica de um deles e os levaram para um edifício público. Uma hora depois foram liberados.

"Não podem fazer reportagens em Dujiangyan. Têm que ir embora", ordenou um policial.

O incidente aconteceu um dia depois de uma autoridade do governo chinês ter garantido que os jornalistas estrangeiros podiam trabalhar livremente em Sichuan.

Na quarta-feira, as autoridades concederam permissões à imprensa estrangeira para uma visita às áreas afetadas pelo tremor. Os repórteres da AFP receberam estas permissões.

Nas duas primeiras semanas após a maior catástrofe natural na China em 32 anos, os jornalistas não encontraram muitas dificuldades para cobrir a tragédia.

Porém, com o fim das operações de resgate, tanto a imprensa chinesa como a internacional passaram a encontrar muitas dificuldades para informar sobre os desabamentos de escolas e outros edifícios, já que a corrupção mina o setor da construção civil na China.

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