China expressa indignação com ensaio do ex-chefe da Força Aérea japonesa

Pequim, 2 nov (EFE).- A China expressou sua grande indignação pelas opiniões em um ensaio do agora ex-chefe da Força Aérea do Japão, o general Toshio Tamogami, nas quais negou que o Japão tenha sido uma nação agressiva durante a Segunda Guerra Mundial, pedindo a proteção das relações bilaterais.

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"Estamos comovidos e expressamos nossa tremenda indignação pela negação (de Tamogami) da agressão do Japão e sua aberta glorificação de suas invasões", ressaltou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Jiang Yu, citado pela agência oficial de notícias "Xinhua".

No ensaio, publicado na sexta-feira na internet sem que seu conteúdo fosse comunicado previamente ao Ministério da Defesa e intitulado "É o Japão um país agressor?", Tamogami assegurou que o Japão não foi um dos desencadeantes da Segunda Guerra Mundial com suas invasões de Coréia e China, e que o país, cuja atual Constituição pacifista o impede de participar de uma guerra, tem direito de se defender.

Na própria sexta-feira, o ministro da Defesa do Japão, Yasukazu Hamada, destituiu Tamogami.

A destituição aconteceu porque o ensaio contradizia a postura oficial do Governo japonês e a declaração realizada em 1995 pelo então primeiro-ministro, Tomiichi Murayama, na qual lamentou as colonizações e agressões promovidas pelo Japão a outras nações asiáticas. EFE ub/ma

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