Pequim, 29 jul (EFE).- A China expressou hoje ao embaixador japonês em Pequim, Yuji Miyamoto, seu descontentamento com a visita a Tóquio da líder uigur Rebiya Kadeer, informou hoje a agência Xinhua.

Além disso, o vice-ministro de Assuntos Exteriores chinês, Wu Dawei, pediu ao embaixador que o Governo japonês "adote medidas para frear as atividades separatistas de Rebiya contra a China".

Rebiya, presidente do Congresso Mundial Uigur (WUC, na sigla em inglês), que vive exilada nos Estados Unidos, denunciou hoje que cerca de "10 mil pessoas desapareceram em uma só noite" durante os distúrbios registrados na cidade chinesa de Urumqi, no início do mês, e pediu ao Japão que investigue o ocorrido.

A ativista política, de 62 anos, estará em Tóquio até amanhã para falar sobre a situação de sua etnia na China com vários representantes políticos japoneses.

No dia 5 de julho, membros da etnia uigur atacaram chineses da etnia han, em Urumqi, após uma manifestação que, segundo testemunhas, foi reprimida a tiros pelas forças armadas chinesas.

A China culpa a líder uigur de provocar os protestos nos quais, segundo os números oficiais do Governo, morreram pelo menos 197 pessoas, 1.700 ficaram feridas e 1.400 foram presas.

Segundo as organizações uigures no exterior, 800 pessoas morreram, entre chineses han e uigures. EFE mmp/pd

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