China executa cientista por espionagem e Washington manifesta indignação

As autoridades chinesas executaram nesta sexta-feira um cientista acusado de espionagem para Taiwan, um ato condenado pelos Estados Unidos e pela Áustria, que considerou a sentença uma afronta premeditada à União Européia (UE).

AFP |

A execução foi anunciada à AFP por sua filha, Ran Chen, uma cidadã austríaca casada com um americano, que indicou ter recebido a notícia pela embaixada da Áustria em Pequim.

Wo Weihan, um chinês de 59 anos, havia sido detido em janeiro de 2005 em Pequim, sob acusação de ter transmitido a Taipé informações de natureza militar, entre elas cópias de planos de mísseis.

O cientista, que clamava inocência, foi condenado à morte em maio de 2007 por difusão de segredos de Estado, durante um processo que, segundo sua família e organizações não-governamentais, não foi transparente e apresentou provas vagas.

A execução foi condenada pelos EUA na embaixada em Pequim. "Estamos profundamente consternados com as informações que indicam que o governo chin~es aplicou a pena de morte contra Wo Weihan", declarou à AFP uma porta-voz da embaixada, Susan Stevenson.

Washington considerou ainda que a detenção e o processo de Wo não respeitaram os critérios internacionais.

"De acordo com as informações que temos, Wo só teve acesso a um advogado depois que os procuradores oficiais terminaram a investigação e as acusações contra ele estava sujeitas a caução", explicou Stevenson.

A Áustria, onde Wo viveu de 1990 a 1997, também lamentou sua execução, dizendo que ela foi uma "afronta premeditada" de Pequim à União Européia (UE).

bur-emd/lm

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