China executa britânico por tráfico de droga apesar dos pedidos de clemência

A China confirmou nesta terça-feira a execução com uma injeção letal do cidadão britânico Akmal Shaikh, condenado a morte por tráfico de droga, mas que segundo a família tem problemas mentais.

AFP |

A família de Shaikh e pessoas que tiveram contato com ele nos últimos anos afirmaram que ele era um enfermo mental.

O britânico foi o primeiro europeu executado na China em 58 anos, apesar dos pedidos de clemência e das iniciativas diplomáticas de Londres.

A agência oficial Xinhua (Nova China) anunciou que a execução aconteceu nesta terça-feira em Urumqi, capital da região norteocidental de Xinjiang.

Mais cedo, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown havia anunciado, e condenado, a execução.

"Condeno a execução de Akmal Shaikh com a máxima firmeza, estou escandalizado e decepcionado por nossos persistentes pedidos de clemência não terem sido atentidos", afirmou Brown em um comunicado.

"Estou particularmente preocupado com o fato de que não tenha sido realizada nenhuma avaliação da saúde mental do condenado", acrescenta o premier, que apresentou condolências à familia e aos amigos de Akmal Shaikh.

O londrino de 53 anos, pai de três filhos, foi condenado a morte por tráfico de drogas em 2008 e teve a pena confirmada no dia 21 de dezembro pelo Supremo Tribunal da China, de acordo com a Reprieve, uma ONG de ajuda jurídica com sede em Londres.

Shaikh foi detido em setembro de 2007 em Xinjiang com quatro quilos de heroína. A família afirma que criminosos se aproveitaram da vulnerabilidade psicológica deste homem com trastornos bipolares para que transportasse a droga.

O governo da Grã-Bretanha pediu na segunda-feira a China que impedisse a execução do britânico. Dois primos de Shaikh se reuniram com ele na prisão e apresentaram um último recurso de clemência.

pt/fp

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