China está confiante de que crescerá 8%

Números relativos ao mês de agosto divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China sugerem que o pais vai conseguir atingir a meta de crescimento de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) prevista para este ano. O objetivo estabelecido pelo Partido Comunista é importante para que o nível de desemprego no país não atinja mais de 4,5% da população de 1,3 bilhão de pessoas.

BBC Brasil |

Em agosto o crescimento de 12,3% da produção industrial e o aumento no volume de investimento e consumo alimentaram as esperanças da China de conseguir atingir o número critico de 9 milhões de novos postos de trabalho criados neste ano.

Um indicador de reaquecimento econômico, o nível de investimento em ativos subiu 33% entre janeiro e agosto, totalizando US$1,65 trilhões.

"Estamos confiantes que haverá um crescimento de 8% do PIB neste ano já que a indústria vem desenvolvendo com velocidade há quatro meses", disse Li Xiaochao, porta-voz do departamento.

Consumo
A queda de consumo na Europa e nos Estados Unidos causada pela crise mundial levou a China a se concentrar no mercado interno que, no acumulado médio do ano, já cresceu mais de 15%. Só em agosto, o aumento foi de 15,4%.

Apesar de os chineses estarem indo mais às compras, a inflação ficou sob controle, registrando 1,2% no índice de preços ao consumidor e queda de 7,9% no índice de preços do produtor.

Em discurso no encontro do Fórum Econômico Mundial, na quinta-feira, o primeiro-ministro Wen Jiabao disse que fomentar o consumo e depender menos das exportações é "fundamental" para o sucesso da China a longo prazo.

O resultado pode parecer positivo em meio ao contexto da crise, mas revela que os chineses estão cautelosos quanto ao futuro, pois em agosto do ano passado o aumento do consumo havia sido 7,8 pontos percentuais superior.

Comércio
Em agosto, as trocas internacionais voltaram a cair, embora em ritmo menos acelerado do que o observado no primeiro trimestre do ano.

A corrente de comércio totalizou US$ 191,7 bilhões, um recuo de 20,6% em relação ao mesmo período do ano passado, mas um aumento de 2,3% se comparado com o mês anterior, julho.

No acumulado de janeiro a agosto, o comércio da China com o mundo foi de US$ 1.34 trilhões, uma queda de 22,4% em relação ao mesmo período de 2008.

Os embarques ao exterior caíram 23,4%, somando US$ 103,7 bilhões, enquanto as importações sofreram redução de 17% com US$ 88 bilhões.

Em 2009, porém, a China continua obtendo um superávit consistente, com US$ 122,82 bilhões.

Esse excedente de vendas ao exterior, no entanto, já é 19% inferior ao observado em 2008.

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